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A história da banda Slayer teve início por volta de 1981, em Los
Angeles, quando o guitarrista Kerry King e o baixista Tom Araya, que
haviam tocado juntos em algumas bandas de pouca ou nenhuma repercussão, se
juntaram a um outro guitarrista, Jeff Hanneman, e ao baterista Dave
Lombardo, para montar uma banda de influências metal e punk. Em 1982
começaram a se apresentar no circuito de clubes de Los Angeles tocando
covers de bandas como Iron Maiden e Judas Priest. A maneira de tocar porém
era mais agressiva. O Slayer foi uma das bandas responsáveis pela evolução
dos estilos thrash e death metal.
Em 1983 a banda foi descoberta
por Brian Slagel, presidente da gravadora Metal Blade. Gravaram a música
Aggressive Perfector para a coletânea Metal Massacre III e ainda em 1983
lançaram pela Metal Blade seu primeiro disco, o clássico Show No Mercy.
Juntamente com Kill'em All do Metallica, lançado praticamente ao mesmo
tempo, este disco marca o nascimento do thrash metal. Ao contrário do
Metallica, porém, o Slayer tinha o diferencial de adotar mais abertamente
temas satânicos nas letras e capas dos discos. Em 1983 lançariam ainda o
EP Haunting the Chapel.
Em 1985 foi lançado o segundo LP, com o
sugestivo nome de Hell Awaits. Uma excelente vendagem de mais de 100.000
cópias chamou a atenção de gravadoras maiores para a banda. Logo seriam
contratados pela Def Jam Records, gravadora até então responsável apenas
por artistas de rap e hip hop. A estréia pela nova gravadora seria o maior
clássico do Slayer, Reign In Blood, um dos álbuns mais rápido até então.
Superando qualquer expectativa o álbum chegou a disco de ouro nos Estados
Unidos, fato inédito até então para um disco tão pesado e agressivo.
Apenas em 1987 o álbum chegaria à Europa.
Apesar da excelente
vendagem de discos e shows cada vez mais lotados dentro do Slayer algo não
ia bem e começavam os desentendimentos entre Dave Lombardo e o resto da
banda. Em 1987 Dave abandonou a banda por um curto período de tempo, sendo
substituído por Tony Scaglione (que havia tocado com a banda Whiplash).
Dave voltou poucos dias depois.
South Of Heaven de 1988 foi uma
decepção para os fãs que esperavam um novo petardo ao estilo de Reign In
Blood. O som estava mais lento, mais pesado, não mais comercial de forma
alguma, mas definitivamente diferente. As letras começavam a abandonar a
temática restrita do satanismo e abordar temas como aborto, guerra,
evangelismo e nazismo (motivo de problemas constantes para a banda,
constantemente associada a movimentos racistas, inclusive por usar uma
águia de ferro como um de seus símbolos).
A temática mais atual se
confirmaria no próximo lançamento, Seasons In The Abyss de 1990, primeiro
álbum da banda a alcançar um disco de platina. Após o lançamento o Slayer
embarcou para a clássica turnê Clash Of Titans, juntamente com Megadeth,
Anthrax, Testament, Suicidal Tendencies e Alice In Chains. Nesta turnê
surgiram desentendimentos entre Slayer e Megadeth.
Decade Of
Aggression de 1991 foi um álbum contendo os clássicos dos primeiros dez
anos de carreira da banda, gravados ao vivo. Apesar de ser um álbum duplo,
fato raro entre bandas pesadas, rapidamente chegou ao ouro.
No
início de 1992 os constantes desentendimentos que vinham se acumulando
entre Dave Lombardo e a banda levaram à demissão do baterista (que pouco
mais tarde formaria a banda Grip Inc). Paul Bostaph da banda Forbidden foi
chamado para o posto. Com a nova formação se apresentaram no Donnington
Monsters Of Rock Festival deste ano.
Em 1993 após um período de
pouca produção (sem gravações de estúdio e sem shows ao vivo) a banda
gravou com Ice T (artista de rap) um medley de covers da banda punk
Exploited para a trilha sonora do filme Jugdment Night. Com quase um ano
de atraso em 1994 foi lançado Divine Intervention. A capa controversa
mostrava um fã escrevendo no braço o logotipo do Slayer com uma navalha,
prova da devoção cega de alguns fãs à banda.
O álbum Undisputed
Attitude levou adiante a idéia de gravar tributos às bandas punk que
haviam influenciado a carreira do Slayer. Após as gravações o baterista
Paul Bostaph abandonou a banda por diferenças musicais, sendo substituído
por Jon Dette (que havia tocado com o Testament). Paul retornaria a banda
em 1997.
No ano de 1998 o Slayer lançou Diabolous in Musica.
Marcado por alguns efeitos de vozes, Tom Araya decidiu arriscar. Trata-se
de um típico álbum da banda, recheado de metal e peso. Guitarras pesadas e
bateria avassaladora. Graças ao novo álbum, o Slayer se apresentou no ano
de 1998 no festival Philips Monsters of Rock onde foi a banda principal,
detonando toneladas de metal e enlouquecendo cada vez mais seus fãs.
Depois seguiu para o Monsters of Rock argentino, onde tocou com Angra,
Helloween e Iron Maiden.
A partir de 1999 a agenda do Slayer começou a se basear no seu novo
estilo de influência. Participou do Ozzfest que promovia bandas de nu
metal, "rap com guitarra" e alterna metal (Slipknot, Soulfly, Coal
Chamber, Korn, Limp Bizkit e por aí vai). Começava a fase "pula pula" do
Slayer. A banda estava sempre associada a esse estilo. No entanto, em 2001
o Slayer lançou o God Hates Us All, um álbum que os fãs esperam ser uma
tentativa de começar a voltar ao trash mais clássico. É claro que as
influencias mais recentes serão muito difíceis de serem apagadas, o que se
comprova em algumas faixas do álbum, mas ao todo o disco tem um certo peso
e a temática voltou a meter o pau na igreja (hehe ...a gente tava sentindo
falta disso).
DISCOGRAFIA
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