Adam Smith foi quem descreveu o liberalismo clássico, uma das mais importantes correntes da direita
Direita é o termo geralmente utilizado para designar indivíduos e grupos relacionados a partidos políticos ou ideais considerados conservadores (em relação aos costumes) ou liberais (em relação à Economia), por oposição à Esquerda.
Deve a sua designação ao fato de, nos Estados Geraisfranceses reunidos em 1789 (ver Revolução Francesa), os Monarquistas, que apoiavam o Antigo Regime, tomarem o lugar à direita do rei. Com o tempo, o sentido de direita e esquerda foi se relativizando para tornar-se mais apropriado às ideologias comparadas, e ao ponto de vista de quem usa. Os Girondinos, por exemplo, por serem também revolucionários, estavam à esquerda do regime social e econômico estabelecido por ocasião da revolução, mas com a derrubada do regime, passaram a ser "a direita", por oposição aos jacobinos, revolucionários mais radicais.
O termo geralmente se refere ao Conservadorismo, e, antagonicamente, ao Liberalismo, em sua faceta econômica, de livre mercado (que abrange desde o Liberalismo clássico ao Libertarianismo). Muitos libertários e liberais porém recusam o enquadramento (veja espectro político). A partir do século XX, o termo extrema-direita também passou a ser utilizado para o fascismo, bem como para grupos ultra-nacionalistas.A Direita e os costumes
Os direitistas podem ser divididos em cinco tipos básicos: libertários, liberais-clássicos, democratas-cristãos, conservadores e nacionalistas.
Os dois primeiros grupos são liberais em relação è Economia e nos costumes, defendendo algumas bandeiras comuns às da maioria dos integrantes da esquerda, como a legalização da união homossexual, das drogas e da prostituição, entre outras. Os democratas-cristãos e conservadores costumam ser liberais em relação à Economia, mas conservadores nos costumes. Os nacionalistas tendem a ser conservadores em ambos os pontos.
Assuntos da "Direita"
No século XX, excetuando os Estados Unidos, onde o capitalismo geralmente foi apoiado pela maioria dos políticos e intelectuais, a mais visível distinção entre esquerda e direita aconteceu na política econômica. A direita defendia o Capitalismo, enquanto a esquerda defendia o socialismo, o Comunismo, ou pelo o menos a Social-democracia. A partir do colapso do bloco soviético, a grande maioria dos principais políticos de esquerda passaram aceitar o capitalismo até certo grau, mas de uma forma na qual o governo outorga uma significante distribuição de renda, o que é ainda rechaçado por políticos de esquerda.
O pensamento dominante da direita moderna é a preocupação com os valores tradicionais, a defesa da lei e da ordem, a preservação dos direitos individuais e a restrição do poder do estado. Esta última prioridade está associada ao liberalismo, mas uma parte da direita rejeita as mais radicais afirmações dessa ideologia. Além disso, uma pequena parcela dos liberais não se consideram de direita.
Uma outra tendência da direita, mais obscura e geralmente associada com a direita originária dos tempos monárquicos, apóia a manutenção do poder e riqueza nas mãos que tradicionalmente os tiveram, num sistema com estabilidade social e ambição e solidariedade nacionais.
Ambas essas tendências do pensamento de direita aparecem de várias formas, e indivíduos que dão apoio a alguns dos objetivos de uma delas, não necessariamente apoiarão todos os outros. Na política prática, há inúmeras variações na maneira que a direita se organiza para conseguir seus objetivos básicos, e algumas vezes há tantas querelas entre a direita quanto entre essa e a esquerda.
Ronald Reagan foi uma importante figura da direita moderna
Os valores e a preocupação política da direita variam em países e tempos diferentes. Além disso, políticos e pensadores de direita esparsos geralmente têm prioridades idiossincráticas. Nem sempre é possível ou mesmo útil descobrir qual desses dois conjuntos de crenças ou políticas está mais à direita.
Os direitistas geralmente são chamados pejorativamente de "reacionários" por seus opositores, termo cuja origem remonta àqueles que reagiram contrariamente à Revolução Francesa.
A direita e a esquerda na guerra contra o terrorismo
Visão geral
Em alguns países, a direita contemporânea é caracterizada mais pelas posições em conflitos internacionais do que pelas diferenças econômicas; alguns intelectuais, tanto de esquerda como de direita, vêem como uma tendência de amendrotamento. Por exemplo:
- Nos Estados Unidos, o maior suporte para os aspectos militares da Guerra contra o Terror de George W. Bush, e, especialmente, a identificação de que a invasão ao Iraque fazia parte da guerra Guerra contra o Terror, veio da corrente neoconservadora da direita Americana. Em contraste, os protestos que seguiram após o 11 de setembro contra a guerra vieram na maior parte da esquerda.
- Em Israel, a maior parte da dicotomia esquerda/direita é decorrente das políticas referentes ao conflito israelense-palestino.**
Razões para apoio
Nos Estados Unidos, a maior parte da direita política apóia o uso de medidas militares contra organizações terroristas - com isso não se referem apenas a grupos paramilitares como a Al-Qaeda, mas também grupos como o Hamas, que combinam atividades paramilitares com uma organização política e social mais convencionais - e "estados que apóiam o terrorismo", incluindo algumas ditaduras do mundo Árabe. Contudo, a extrema-direita e os Paleoconservadores geralmente se opõem a todas ou a alguma destas campanhas e alguns considerados de esquerda aprovam uma postura de ação mais preventiva contra o terrorismo e a ditadura, ao mesmo tempo em que questionam se a guerra do Iraque é uma útil nesse sentido.
O argumento neoconservador é que a linha dura é a única forma de se negociar com terroristas e ditadores. No entanto, a direita americana não hesitou em apoiar durante a Guerra Fria diversos ditadores e grupos terroristas com idéias direitistas, como a Unita, de Angola, e o governo de Pinochet, no Chile.
Partidos e agremiações políticas de direita
- Contemporâneos
No Brasil não há partidos que se identifiquem abertamente como parte da "direita", porém baseados em critérios gerais, pode-se classificar como direitistas: O Democratas, o PP, o PTB, o PSL, e o PR. Também pode-se classificar o PSDB e o PPS como partidos de centro-direita, apesar de levarem os nomes "social-democrata" e "popular socialista", que sugerem posições idelógicas mais voltadas à esquerda.
Fonte:http://pt.wikipedia.org
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